domingo, 9 de maio de 2010

Broken record

I hope your heart does not forget things like your mind. Cause everytime ark why i cry every night. Boy, how can you forget everything that you said? You just made mistakes. So how can i sleep with no tears and no prayers? You said i dont know what to do i'm going nowhere. Baby i have two hands and a head. I dont need the rest of the rest.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Streets

- Analice Rol

Wandering on these streets
I let my tears come out
And the air enter inside my lungs
I`m here lost and alone
With brazilian shoes
And sunglasses
- Nobody can see my red eyes
- Nobody can see my cold toes
I change the song

Wandering on these streets
People, especially men
Look at me at the same time
They know that I`m not from here
These eyes and this nose are from Brazil,
Mexico, wherever
But are not from America

I realized that I`m here by myself
Speaking english, thinking in english,
Forgeting my language and my name

I`m here
Wandering on these streets
In Brighton Beach
Looking for a pharmacy
To buy a tooth brush
And a tissue for my tears

I`m here, crying
The child who lives in me
Is dying
I throw it up
I grew up!
I`m in Brooklyn
Missing the picture
I have never taken with my family
Missing the eyes I saw yesterday
I`m here alone
And the wind is holding my hand.

(New York, april 28, 2010)

sábado, 17 de abril de 2010

How to get a broken heart

- Analice Alves

First of all, try to don`t think
about yourself and be worried
about birds and bees

Second, travel to other country
or other town and fall in love
with somebody who you will never
see again

Finally, go back to your place
Kiss your parents, take a nap
Call your friends, go to parties

Put your hand on your heart
You cannot feel, but trust me
It is broken

Your eyes will shed tears
on your face
suddenly...

(New York, April 16 - 2010)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Caminha dura

- Analice Alves

Eu não sei se, na verdade, vale a pena
Viver de amor sem nem saber pra quem se dar
E me fazer tão miúda e tão pequena
Em teu colo feito pássaro sem lar

Olha, meu amor, o meu olhar
É parecido com estrela vagarosa
Que num céu bem sorrateira e preguiçosa
Sem dor ao sol cede o seu lugar

Esse mundo é todo seu, me disse um dia
Sem me avisar que junto dele não viria
Agora diga de que me valem o mar e a terra
Se a alegria e a primavera estão perdidas por aí.

Meu coração não é direito, não tem porta
O que me resta é viver de solidão
Sou passarinho do Sertão numa gaiola
Teu colo é meu ninho de algodão

Olha, meu amor, a minha dor
É uma flor que desabrocha em pleno outono
E ao acordar de um sonho
Volta ao campo pra murchar

Meu coração é uma cidade iluminada
Que em noite enluarada
Vê a luz do lampião.
Bate de leve como sino sem badalo
Que em mês de aniversário
Perde o ar de seus pulmões

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Luz

- Analice Alves

És a luz que me envolve
Quando à noite, meio de lado
Durmo com os sustos que levei
Quando menina

Acredite, meu amor
O pôr-do-sol não tem luz
E nem graça sem a dor
Mude-me a impressão que
Tenho da vida
Meu mundo não mais gira

E a buzina que tocávamos
Em dó maior
Fez-se surda e muda
Isso dói
Feito ferida grave coberta por água salgada
Abrir os olhos e ver que sofri
Por quem não me encantaram aos olhos
Diga-me: qual é a função do meu coração
Quando, feito trem partido no trilho, esquece
A outra metade e se faz egoísmo?

E a voz não é mais canto, é grito
O suspiro é evidente quando, às 4 da tarde
Inibo meus planos e procuro-te feito cego
Em terras escuras e mago em ocasiões reais

És a luz que me envolve
Quando à noite, meio perdida
Acordo sobressaltada e, sem saber
O que quero da vida,
Vou e volto sem ficar parada

25.11.09

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Não sei eu

- Analice Alves

De tanto amá-lo
Chamo-te eu
Confundo-te com tantos
Que dentro de mim habitam
E já não sei quem sou
E o que sinto
Não sei se o amor é meu
Ou se é teu por mim
Ou se é uma organização
De toda essa população
Que mora por aqui

Habitam bairros, cidades
Estados desorganizados
Confundem seus prefeitos
E se envolvem na corrupção habitual

De tanto amá-lo
Chamo-te eu
Com ou sem aspas
És quem sou e sou
Aqueles que guardo

Cabide de personagens diversos
Atores que sentem e vivem
E nem sempre ganham o papel
De tanto amá-lo
Perco-me num carrossel
De brinquedo
Não tenho medo do múltiplo

Não sinta rancor, raiva
Ou ciúme incalculável
Os que moram em mim
Também te amam
São eles que multiplicam
Esse tal sentimento

Amor, dentro de mim
Há mais do que nós
Dentro de mim mora gente
Alguns são íntimos vizinhos
Outros meros indigentes.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sem saber

- Analice Alves

Vejo o amor de lado a orar por mim
Ele, de fato, é uma busca interminável
Estou certa de que morrerei sem saber
Quem és, por que falas, por onde andas

O mel que em meus lábios já pusera
Desfez-se em açúcar puro e barato
Encontrado de modo fácil em mercearias
De esquinas vazias, nos subúrbios.

O amor que vivemos sugou-me o sangue
Azedou o leite que ainda não produzo
Fez-me mãe e pai de um sentimento sem filhos
Ponteiro aos pulos

És o vândalo de meu mundo perdido
Meu corpo – ali deitado – após o coito
Nada mais é do que um crime
- sem castigo

Lembro quando dizias:
“Ali, no meio da multidão,
tão linda, eu te via e percebia
que se não fosses minha, mesmo
assim a desejaria”.

E eu morri por dentro e por fora
Como borboleta sem asas e insetos de verão
Cujas asas perdem-se por debaixo dos móveis
E resta apenas a madeira como alimento
E a lâmpada no teto como ilusão
- imóvel.

O amor, meio de lado, orando por mim
Tenho certeza de que sorri com olhos de pena
E a liberdade me grita do lado oposto da cama
Onde sonho contigo e com ela, sem saber

Ele, de fato, não existe no meu mundo particular
Enquanto estás tu a observar o meu sorriso
Há outros a procurar o triangular que escondo
Por baixo do vestido
- és raro

Tu és o tamanho compacto daquilo tudo que sinto
E que, de tão grande, não cabe em minha palma
- na alma
Se isso não é amor, de fato, não sei mais meu nome
Estarei certa de que morrerei sem saber, como indigente
Por que andas, quem és, de onde falas
Não me atendes...

[Analice Alves, 22.10.09]