caminhando de peito vazio
e o que sobra: pedaços meus
sons sem ecos. O colorido desbotado
de um mundo incerto
Coração aos pulos...
segunda-feira, 21 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Little poem
- Analice Rol
I just imagine that in few years
I'm going to remember these days
And people will laugh about my stories
And with a glass of wine in the hands
I will say: Life is short, buddies.
Life is short.
New York City
November 22 - 2010
I just imagine that in few years
I'm going to remember these days
And people will laugh about my stories
And with a glass of wine in the hands
I will say: Life is short, buddies.
Life is short.
New York City
November 22 - 2010
Jim
- Analice Rol
I'm here in an italian coffee shop
Thinking about my people
I don't think about him anymore
Even when I visit places
Where I used to go with him
And everynight I wake up
Look at his picture
And ask to myself:
Who is this man?
Nine months I know Jim
And I don't know him
Life is a dead end town
My heart is just flying around the block.
New York City
November 22 - 2010
I'm here in an italian coffee shop
Thinking about my people
I don't think about him anymore
Even when I visit places
Where I used to go with him
And everynight I wake up
Look at his picture
And ask to myself:
Who is this man?
Nine months I know Jim
And I don't know him
Life is a dead end town
My heart is just flying around the block.
New York City
November 22 - 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Mês que vem
- Analice Ról
Tirou-me as alças
Tocou-me o seio esquerdo por ser destro
E o outro encostou em seu mamilo de modo assimétrico
Abriu minhas pernas
E disse que não tinha pressa
Levou seus finos lábios de encontro
aos meus grandes lábios e ali permaneceu por horas
Os vidros embaçados de suor
E a chuva despercebida, lá fora
Gemi pelo prazer e pela aventura
E ele disse: goza
Com ternura
Beijei teus lábios e fechei minhas janelas
Mas ele quis mais e melhor
Não lembro o tempo
Ouvimos uma música de longe
Vesti as roupas às pressas
Pedi desculpas e ele me disse:
Faça tudo, mas não peça perdão, linda.
E no dia seguinte, acordei com tua voz em meu ouvido
Lembrei de cada momento e de cada sussurro
Eu quis mais, ele também
Mês que vem, meu amor
Mês que vem...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Porta-retrato
- Analice Ról
Ao andar por esquinas, tropecei em pessoas
E de relance imaginei teu rosto e teu andar
O que faria se te encontrasse ali, sem motivos
Algo impossível, talvez
Não respondi. Não sei se choraria ou riria do absurdo
Sei que seria surpresa. Sua presença me intimidaria
Deixaria de ser eu, ali, no meio da rua.
Imagino que o homem que me assedia com os olhos
No ponto do ônibus, está mais próximo à mim do que você
E que atendentes de lanchonetes, lavadores de carro,
pássaros sem ninho devam fazer parte de tua rotina
E eu aqui, a esquecer teu rosto
O amor que talvez sentisse, não fosse mais amor
Fosse um calor momentâneo, que hoje lembra-me nossas noites
Nosso sexo, nas manhãs quando dava-me um beijo e já partia
Talvez fosse uma dor ou uma falta que preenchia com teus abraços
Achava que ao teu lado estaria protegida de mim e de tudo
Não estava. Sofri mais. Chorei.
Ali, naquelas esquinas tumultuadas, vi um homem fumando
Imaginei que se eu tivesse um vício assim: cigarro ou bebida
Amaria mais o meu vício do que a ti
Foi então que acendi um cigarro
E a imagem de um avô que não conheci
Era mais nítida do que teu rosto no porta-retrato.
[8 dias]
Ao andar por esquinas, tropecei em pessoas
E de relance imaginei teu rosto e teu andar
O que faria se te encontrasse ali, sem motivos
Algo impossível, talvez
Não respondi. Não sei se choraria ou riria do absurdo
Sei que seria surpresa. Sua presença me intimidaria
Deixaria de ser eu, ali, no meio da rua.
Imagino que o homem que me assedia com os olhos
No ponto do ônibus, está mais próximo à mim do que você
E que atendentes de lanchonetes, lavadores de carro,
pássaros sem ninho devam fazer parte de tua rotina
E eu aqui, a esquecer teu rosto
O amor que talvez sentisse, não fosse mais amor
Fosse um calor momentâneo, que hoje lembra-me nossas noites
Nosso sexo, nas manhãs quando dava-me um beijo e já partia
Talvez fosse uma dor ou uma falta que preenchia com teus abraços
Achava que ao teu lado estaria protegida de mim e de tudo
Não estava. Sofri mais. Chorei.
Ali, naquelas esquinas tumultuadas, vi um homem fumando
Imaginei que se eu tivesse um vício assim: cigarro ou bebida
Amaria mais o meu vício do que a ti
Foi então que acendi um cigarro
E a imagem de um avô que não conheci
Era mais nítida do que teu rosto no porta-retrato.
[8 dias]
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