Um poema meu e um texto que ganhei de aniversário. Sim, Tom! Eu postei!
SE - Analice Alves
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
TALVEZ ARRANCARIA SORRISOS INDESEJÁVEIS
TRARIA MAIS FELICIDADE PROS SEUS DIAS CHATOS
SERIA MAIS QUE UM ALÍVIO IMEDIATO
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
ME ARRISCARIA.
EXIBIRIA A CORAGEMQUE NÃO É MINHA
EXIBIRIA O MALABARISMO QUE NÃO APRENDI
DEIXARIA OS MALABARES CAIREM NO CHÃO
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
DEIXARIA DE DIZER "EU TE AMO"
HOJE EM DIA ESSA FRASE É "BOM DIA"
LETRAS PERDIDAS NO ABISMO DE NÓS DOIS
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
ATÉ TENTARIA SER REBELDE
IGNORAR AS FRAQUEZAS E FINGIR
ERRAR MAIS E TE AMAR MENOS
- MAS ACONTECE QUE EU SOU COMUM
E O MEU AMOR É O MAIOR DOS MEUS ERROS.
Análises de Analice - Antonio Siqueira
Analice é dessas que quando passa sente-se o cheiro de lavanda Johnson e Johnson. É dessas que ouvimos a voz de longe mesmo falando baixo.
Analice é dessas que odeia telefone, mas atende com um alô convidativo que até quando ligam por engano se encantam com o encantamento da garota.
Analice é dessas com idade de mulher e corpo de menina. Uma menina que de tão pequenina flutua pelas calçadas feito bailarina.
Analice é dessas que ama a natureza, come brócolis, tomate e banana. Pediu uma polaroide com 9 anos de idade para registrar os cachorros de rua
Analice é dessas capazes de ler mais livros em uma semana do que eu em duas vidas. Tem ouvido bom para música, é fã de Chico
Analice é dessas que usa all star, fala bonito ( quando fala). Seguiu uma banda de rock, mas sempre amou o Fábio Junior.
Analice é dessas que entende com o olhar e com o coração. É a educação em forma de gente, é a cordialidade em pessoa.
Analice é dessas que ama o que faz, dessas que não bebe, porque já está no ponto. É botafoguense, aliás, seu único defeito!
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
a saudade
“Minha confiança no futuro da literatura consiste em saber que há coisas que só a literatura com seus meios específicos nos pode dar”.
(Italo Calvino)
Você é meu lugar - Analice Alves
Se a saudade tivesse peso
Seria uma cruz em minhas costas
Espinhos entre meus dedos
Bem que você poderia aqui estar
A me ninar em um sonho profundo
Bem que eu poderia aí estar
Você é o melhor lugar do mundo
Meu lar, meu ar, meu mar
Meu amor, minha dor, meu ardor
É tudo aquilo que me dói
E tudo aquilo que me cura
Se a saudade tivesse cor
Seria uma escuridão em minha luz
Mormaço em meu suor.
Mal o dia acaba e me ponho a chorar
Reclamo da vida que tenho, sem você
Mal a noite acaba, me ponho a cantar
Canções que desconheço, mas canto pra trazer-te
Amar é difícil e conturbado
Não sei, de fato, se já sei amar
Sei apenas que te quero
Respiro teu ar e grito teu nome
A saudade mata, é comprovado
Choro tanto que morrerei desidratada
Te quero tanto que...não tenho palavras
Se a saudade tivesse cheiro
Seria um perfume no meu lixo
Seria uma marca de fragrâncias
Seria fácil te esquecer
- Tamparia minhas narinas.
(Italo Calvino)
Você é meu lugar - Analice Alves
Se a saudade tivesse peso
Seria uma cruz em minhas costas
Espinhos entre meus dedos
Bem que você poderia aqui estar
A me ninar em um sonho profundo
Bem que eu poderia aí estar
Você é o melhor lugar do mundo
Meu lar, meu ar, meu mar
Meu amor, minha dor, meu ardor
É tudo aquilo que me dói
E tudo aquilo que me cura
Se a saudade tivesse cor
Seria uma escuridão em minha luz
Mormaço em meu suor.
Mal o dia acaba e me ponho a chorar
Reclamo da vida que tenho, sem você
Mal a noite acaba, me ponho a cantar
Canções que desconheço, mas canto pra trazer-te
Amar é difícil e conturbado
Não sei, de fato, se já sei amar
Sei apenas que te quero
Respiro teu ar e grito teu nome
A saudade mata, é comprovado
Choro tanto que morrerei desidratada
Te quero tanto que...não tenho palavras
Se a saudade tivesse cheiro
Seria um perfume no meu lixo
Seria uma marca de fragrâncias
Seria fácil te esquecer
- Tamparia minhas narinas.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
não sei morrer
.
Estava dando uma olhada no meu blog antigo e achei várias poesias que eu já tinha até esquecido. Posto duas poesias "antigas" e um texto novíssimo. Gostei muito dele, confesso. Ontem fiz 20 anos de idade, mas ainda me sinto a mesma. Quando eu sentir as mudanças, eu falo...ou não.
O meu poema - Analice Alves
Às vezes, meu poema é tão natural
Quanto uma verdura ou um suco de frutas
Outras vezes, meu poema é tão "natural"
Quanto uma verdura ou um suco de frutas
Quimicamente modificados.
Presente - Analice Alves
Não é tão difícil olhar pro presente
Quando o passado já não manda lembranças
Fica fácil olhar o futuro com olhos de aviso
Quando o presente não passa de um dia
Esperando acabar.
a vida, seja longa ou curta
não passa de uma coincidência planejada
uma novela desenfeitada
o resultado de um ato
o durante de alguém
A morte, haja pós ou não
Haja céu ou chão
É a certeza que temos
É o medo que carregamos
É a dúvida que os cientistas
Ainda cultivam
Penso na vida, mas desconverso
Quando o assunto é a morte
Não sei falar de algo que não vivi
Não adotei uma postura que me iluda
Acho que só sei viver
Não sei morrer...
Estava dando uma olhada no meu blog antigo e achei várias poesias que eu já tinha até esquecido. Posto duas poesias "antigas" e um texto novíssimo. Gostei muito dele, confesso. Ontem fiz 20 anos de idade, mas ainda me sinto a mesma. Quando eu sentir as mudanças, eu falo...ou não.
As coisas de lá – Analice Alves
Ele morreu. De acidente. A morte chegou para ele sem avisar, de um modo espontâneo. Ele não escolheu morrer naquele dia, daquele jeito, atrapalhando o tráfego como na canção. Ele morreu e deixou coisas e pessoas para trás. O filho o estava esperando no pátio da escola, era terça feira, o dia dele; a ex-mulher estava cheia de mágoas pela recém-separação; o pai não se dava bem com ele. Deixou coisas para trás. O dinheiro acumulado no banco que, em breve, seria uma viagem com o filho traumatizado pelo divórcio dos pais; não pediu perdão à mãe de seu filho, pois pensou em deixar pra mais tarde. Deixou coisas para trás. Em cima da mesa, livros que esperavam o toque de suas mãos para serem abertos e retomados. Ele não chegou. Ali, no asfalto, seu corpo já morto. Não existia mais, não ouvia os burburinhos do tumulto, não enxergava o seu olhar de desespero pelos olhos dos outros, não sentia medo. Era apenas uma alma que subia contra a vontade. Seu corpo não queria descansar, não queria aceitar o que já acontecia. Deixou coisas para trás. Queria voltar.Voltar para buscar o filho na escola, para pedir perdão à ex-mulher, para se reconciliar com seu pai, para viajar com o menino que pouco conhecia. Deixou coisas para trás.Não queria morrer, porque ainda era novo, cheio de vida. Morrer daquele jeito era desperdício. Tantos anos de academia, cursos de idiomas, tantas viagens e estudos concentrados num único homem que morria de modo banal. Deixou coisas para trás. Não queria morrer, porque queria voltar. Queria voltar para ler o segundo volume de Guerra e Paz.
O meu poema - Analice Alves
Às vezes, meu poema é tão natural
Quanto uma verdura ou um suco de frutas
Outras vezes, meu poema é tão "natural"
Quanto uma verdura ou um suco de frutas
Quimicamente modificados.
Presente - Analice Alves
Não é tão difícil olhar pro presente
Quando o passado já não manda lembranças
Fica fácil olhar o futuro com olhos de aviso
Quando o presente não passa de um dia
Esperando acabar.
a vida, seja longa ou curta
não passa de uma coincidência planejada
uma novela desenfeitada
o resultado de um ato
o durante de alguém
A morte, haja pós ou não
Haja céu ou chão
É a certeza que temos
É o medo que carregamos
É a dúvida que os cientistas
Ainda cultivam
Penso na vida, mas desconverso
Quando o assunto é a morte
Não sei falar de algo que não vivi
Não adotei uma postura que me iluda
Acho que só sei viver
Não sei morrer...
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
a vida é mesmo coisa muito frágil
A VIDA - Analice Alves
Dá pena
Pensar na vida
Como mera ferida
Que não cicatriza
Me dá raiva
Desperdiçar os meus cantos
E ver os meus prantos
A rolar nos meus olhos tristonhos
Eu quero sair pela noite
Tomar um chope
Sem pensar em você
Depois voltar pra casa
Deitar em meu leito
E te esquecer
Talvez seja até melhor
Encontrar outro alguém
Ou viver pra sempre na solidão
Já cansei de me arrastar a teus pés
De pedir desculpas pelo que eu não fiz
A vida é mais que viagem
Passagem sem volta
Amor em comum
A vida precisa ser vivida
Se não a gente perde
A razão de existir
Eu juro que tentei
Fiz tudo
Rompi com o mundo
Fui atrás de ti
Mas nada é capaz de apagar
Tamanho descuido
Ingratidão
Juro-te que quero você
Tão feliz quanto eu
Daqui a algum tempo
Espero que encontre alguém
Que aprenda a amar
Melhor do que a mim
É o que eu penso
Sei que a graça da vida
Está no sofrimento
O que aprenderia sendo apenas feliz
Sem lamentos?
Se hoje sofro de dores
Amanhã ressuscito
Para outros amores
Mas, às vezes, quando deito
E olho para o teto
Tentando entender o porquê dessa vida
Penso que você é mais que ferida
É mais que loucura
É um câncer sadio
Não quero cura.
Dá pena
Pensar na vida
Como mera ferida
Que não cicatriza
Me dá raiva
Desperdiçar os meus cantos
E ver os meus prantos
A rolar nos meus olhos tristonhos
Eu quero sair pela noite
Tomar um chope
Sem pensar em você
Depois voltar pra casa
Deitar em meu leito
E te esquecer
Talvez seja até melhor
Encontrar outro alguém
Ou viver pra sempre na solidão
Já cansei de me arrastar a teus pés
De pedir desculpas pelo que eu não fiz
A vida é mais que viagem
Passagem sem volta
Amor em comum
A vida precisa ser vivida
Se não a gente perde
A razão de existir
Eu juro que tentei
Fiz tudo
Rompi com o mundo
Fui atrás de ti
Mas nada é capaz de apagar
Tamanho descuido
Ingratidão
Juro-te que quero você
Tão feliz quanto eu
Daqui a algum tempo
Espero que encontre alguém
Que aprenda a amar
Melhor do que a mim
É o que eu penso
Sei que a graça da vida
Está no sofrimento
O que aprenderia sendo apenas feliz
Sem lamentos?
Se hoje sofro de dores
Amanhã ressuscito
Para outros amores
Mas, às vezes, quando deito
E olho para o teto
Tentando entender o porquê dessa vida
Penso que você é mais que ferida
É mais que loucura
É um câncer sadio
Não quero cura.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
as realidades

Confesso que sinto coisas que não sei explicar. Mas elas existem. Acredito no poder das palavras de traduzir tudo o que sentimos. Eu me aliei à escrita e creio em seu poder. Mas não sei explicar com palavras o que sinto. É coisa da alma, coisa chata pra mim, que sempre busco solução nas palavras. Seus significados são importantes pra mim. Procuro ter um vocabulário vasto, amplo. Mas não adianta, nem o Aurélio consegue expressar certos sentimentos. Tenho medo daquilo que não sei explicar. Igual a uma criança, necessito de respostas verbais, necessito de palavras.
.
As realidades da alma,por não serem visíveis e palpáveis,não deixam de ser realidades. (Victor Hugo - Os Miseráveis)
PS: Post em homenagem à Claudius. Eu te amo, vá com Deus!
terça-feira, 26 de agosto de 2008
E meu coração se deixou levar
Música nova! Pra quem não sabe, a música Restos está no youtube, neste endereço: http://www.youtube.com/watch?v=ahKUy_lwUH0
Foi gravado de um modo tosco, mas é mais pra colher opiniões e guardar minhas idéias.
Beijos
Foi um rio - Analice Alves
Ah! Eu gosto tanto de você
Perco o ar
Posso ficar até sem água
Mas não fico sem o teu amor
Por favor, me dê a mão
Vamos curtir juntos essa canção
Quero fazer você feliz
Vamos bailar pelo mundo
A luz dessa cidade
Iluminava os meus 20 e poucos anos
Hoje a luz dessa cidade
Se reflete em meus cabelos brancos
Quero correr na lagoa
Ir pra Niterói numa boa
Quero pegar o buzum
E sair lá no Maraca
Assistir o meu Fogão
Sentada na arquibancada
Quero chorar com a correnteza
Quero a quebrada das ondas
Na cadência, no balanço dos meus pés
Quero chorar de alegria e de tristeza
Com você pro que der e vier
Refrão
Quero ser aquela
Que te faz cair de para-quedas
Num mar azul de alegria e de amor
Quero ser tua cidade
Tua estrada e teu país
Emprego e moradia no meu coração
Sem aluguel, IPTU e PIS
Me deixa te fazer feliz
Quero ter esse direito
Vamos comprar um apê
Na Tijuca ou no Recreio
E viver esse amor
No meu Rio de Janeiro.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
estamos cá dentro de nós
As coisas, às vezes, se complicam sozinhas. É verdade. Mentira esse papo de que nós, pobres mortais, somos os únicos responsáveis pelas nossas tristezas. É óbvio que não. Muitas vezes, as coisas, simplesmente, acontecem. Por acaso ou por destino. O que nos resta é reagir. E, graças a Deus, a maioria de nós não se tornou insensível e, penso que com isso, soframos mais do que devíamos. Tenho muita raiva de não ser mais forte, de não ser tão solidária como gostaria, de enxergar tanta coisa errada e não poder fazer nada. Ou poder e não fazer. Ou dizer e ninguém dar ouvidos. Sem querer ser piegas ou uma romântica babona, sinto que com o amor as coisas são tão complicadas...Amar uma pessoa é fácil, compreender é difícil, aceitar então...é quase impossível. As pessoas não se respeitam, dificilmente conseguem olhar nos seus olhos mesmo com sei lá quantos anos de relação, não conseguem encarar alguém. As pessoas têm medo. Medo de terminar uma relação, de se perguntar: Será que eu te amo mesmo? Ou de se desencantar com quem você esperava passar o resto dos seus dias.
.
.
Escovo os dentes
Abro a porta da frente
Evito a foto sobre a mesa
E ninguém aqui vai notar
Que eu jamais serei a mesma.
Que eu jamais serei a mesma.
(Eu me acerto - Zélia Duncan)
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