- Analice Alves
My boy, open this door
Let me enter in you heart
I just want to know
What you do when I’m not around
It’s cold in this afternoon
I confess I miss your kiss
I wanna stay with you in your room
With your books and your advices
I’m lost in the world
Without your love
I’m just a girl who is in trouble
I’m just a fish without sea.
I’m sun
Sun without sky
My boy, open this door
Let me enter in your house
I just want to know
What you do when I’m not around
Tell me when you will open your eyes
I just wanna know what is going on
And let me enter in your mind
Why life is better when I not alone
Call my name
Tell me the truth
I know you are not the same
But I love you
My boy, open your arms
Let me enter in your heart
I just want to know
If our love passed away
Or is still alive
30/06/09
p.s.: é uma música em parceria com Tom Siqueira.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Desfeitos
- Analice Alves
Talvez a vida tenha feito de nós
Apenas fantasmas de nós mesmos
Medonhos espíritos que dançam
Sobre nossos solos
Talvez o grito tenha sido sem força
E não tenhas ouvido o socorro pedido
A fé que me foi imposta ainda vive
E não me imagino a viver o contrário
Na cama em que durmo tudo é escuro
Como sonhos cheios de tiros e constelações.
A ventania atinge os meus olhos. Folhas
caem sobre meus cabelos. Sonhos.
Talvez o giro que o mundo dá seja pouco
E me deixe sempre aqui, no mesmo lugar
A desejar teu corpo como se nada mais houvesse
A amar teu cheiro por ser parte de ti.
Talvez a vida tenha feito de mim
Apenas alguém pra viver o momento
Em que beijo teus lábios sem medo do fim
E me faça fantasma após o tormento
Talvez a vida tenha feito de ti
Apenas um ombro pra eu chorar a dor
De não te ter por completo
Do ódio, meu querido, nem chego perto
Talvez o giro que a Terra dá seja tanto
Que me deixe sempre aqui, a rodar e rodar
A te amar pra sempre como uma menina
A girar junto ao mundo feito bailarina.
Talvez a vida tenha feito de nós
Pedaços esparsos de amor e medo
Corações partidos com peças perdidas
Eu em tuas mãos feito um brinquedo
Coração mal montado:
a peça de baixo na de cima
e a de cima na de baixo
Meu peito junto ao teu
Feito poema sem rima
e com letra indecifrável.
[Analice Alves, 02.09.09]
Talvez a vida tenha feito de nós
Apenas fantasmas de nós mesmos
Medonhos espíritos que dançam
Sobre nossos solos
Talvez o grito tenha sido sem força
E não tenhas ouvido o socorro pedido
A fé que me foi imposta ainda vive
E não me imagino a viver o contrário
Na cama em que durmo tudo é escuro
Como sonhos cheios de tiros e constelações.
A ventania atinge os meus olhos. Folhas
caem sobre meus cabelos. Sonhos.
Talvez o giro que o mundo dá seja pouco
E me deixe sempre aqui, no mesmo lugar
A desejar teu corpo como se nada mais houvesse
A amar teu cheiro por ser parte de ti.
Talvez a vida tenha feito de mim
Apenas alguém pra viver o momento
Em que beijo teus lábios sem medo do fim
E me faça fantasma após o tormento
Talvez a vida tenha feito de ti
Apenas um ombro pra eu chorar a dor
De não te ter por completo
Do ódio, meu querido, nem chego perto
Talvez o giro que a Terra dá seja tanto
Que me deixe sempre aqui, a rodar e rodar
A te amar pra sempre como uma menina
A girar junto ao mundo feito bailarina.
Talvez a vida tenha feito de nós
Pedaços esparsos de amor e medo
Corações partidos com peças perdidas
Eu em tuas mãos feito um brinquedo
Coração mal montado:
a peça de baixo na de cima
e a de cima na de baixo
Meu peito junto ao teu
Feito poema sem rima
e com letra indecifrável.
[Analice Alves, 02.09.09]
sábado, 5 de setembro de 2009
Não sei
– Analice Alves
É ele que sussurra em meu ouvido
nas noites incertas e nos dias nublados
É ele que esconde as minhas dores
por baixo de seus panos e meus erros
por baixo dos tapetes.
Quem é? Não sei
É ele que alegra as minhas tardes
e se ausenta quando cai a noite, a
deixar as estrelas como companheiras
e bandeiras como açoites
É aquele que me escuta e grita por mim
quando estou sem voz. É aquele que
inclina-me diante de si a agradecer por
tudo o que não tenho e por tudo o que
quero ter.
Quem é, não sei
É ele que me faz mais humana, me dá a
mão para subir um degrau e me protege quando
atravesso as ruas a pensar num futuro irrisório
É ele que me cobre de amor e dádiva
E me faz confiar em mim por confiar nele
Quem é, não sei
Sei que tens um nome
Mas não sei qual
Sei que estás em um lugar
Não sei onde
Sei que estás perdido entre nuvens azuis
a procurar por mim
Entre boas vindas e despedidas, adeus!
Estou aqui, na ponte da vida, a desvendar
Os mistérios teus
Talvez sejas aquele...
Deus?
[01/09/09]
É ele que sussurra em meu ouvido
nas noites incertas e nos dias nublados
É ele que esconde as minhas dores
por baixo de seus panos e meus erros
por baixo dos tapetes.
Quem é? Não sei
É ele que alegra as minhas tardes
e se ausenta quando cai a noite, a
deixar as estrelas como companheiras
e bandeiras como açoites
É aquele que me escuta e grita por mim
quando estou sem voz. É aquele que
inclina-me diante de si a agradecer por
tudo o que não tenho e por tudo o que
quero ter.
Quem é, não sei
É ele que me faz mais humana, me dá a
mão para subir um degrau e me protege quando
atravesso as ruas a pensar num futuro irrisório
É ele que me cobre de amor e dádiva
E me faz confiar em mim por confiar nele
Quem é, não sei
Sei que tens um nome
Mas não sei qual
Sei que estás em um lugar
Não sei onde
Sei que estás perdido entre nuvens azuis
a procurar por mim
Entre boas vindas e despedidas, adeus!
Estou aqui, na ponte da vida, a desvendar
Os mistérios teus
Talvez sejas aquele...
Deus?
[01/09/09]
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Nós
- Analice Alves
Eu, primeira pessoa do singular
Falo a ti sobre um assunto
Ou falo sobre assunto nenhum
O sentimento é nada, quando vago
O amor é tudo, aquele que guardo
É secreto e público
Concreto de tão abstrato
Tu, segunda pessoa do singular
És o centro de meu enunciado
Calado, meu peito bate forte
Somos iguais e contrários
O assunto que nos cabe é silêncio:
O amor canta sozinho e sem voz
Eu, primeira pessoa
Desejo tu, segunda pessoa do singular
Mas primeira em meu plural
És o nome que digo
Ao final de cada frase
Sou agulha onde entranhas tua linha
Chegarei a ti com ou sem crase.
[25.08.09]
Eu, primeira pessoa do singular
Falo a ti sobre um assunto
Ou falo sobre assunto nenhum
O sentimento é nada, quando vago
O amor é tudo, aquele que guardo
É secreto e público
Concreto de tão abstrato
Tu, segunda pessoa do singular
És o centro de meu enunciado
Calado, meu peito bate forte
Somos iguais e contrários
O assunto que nos cabe é silêncio:
O amor canta sozinho e sem voz
Eu, primeira pessoa
Desejo tu, segunda pessoa do singular
Mas primeira em meu plural
És o nome que digo
Ao final de cada frase
Sou agulha onde entranhas tua linha
Chegarei a ti com ou sem crase.
[25.08.09]
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Prisão
– Analice Alves
Teu beijo está entranhado
Em meus lábios
E estes dormentes e aflitos
Não querem perder o gosto do beijo
Meu corpo não esquece o calor do teu abraço
Diria “nunca” se fosse ontem
E talvez o dissesse se amanhã fosse
Mas hoje te quero ao meu lado
Como a cruz que carrego por amar
Amor por amor, sem motivos e poréns.
E eu não quero, meu amor, a liberdade
Quero prender-me a ti
Como pássaro sem ninho
O destino e seus ventos
Terão pena de nós e nos unirá num só corpo
Seremos o sopro de um moinho
O tempo que voa pelos ares da vida
Quem somos nós? Seríamos dois em um
Ou um em dois? Quem somos nós?
Seríamos a escuridão de um dia claro
Ou claridade a faltar na visão?
Teu gosto está entranhado em meus lábios
E eles querem mais, meu amor
Querem o vinho de teu desejo e o sufoco
Após o beijo. Querem a repetição que não se cansa.
Querem dançar a mesma valsa
É tudo vida
E eu não quero, meu amor, a liberdade
Quero prender-me em tuas grades
Ser escrava de teu amor e refém de teu silêncio
Com orgulho anunciar-te minha rendição
E sermos um em dois
Dois em um
Claridade a faltar na visão.
[21.08.09]
Teu beijo está entranhado
Em meus lábios
E estes dormentes e aflitos
Não querem perder o gosto do beijo
Meu corpo não esquece o calor do teu abraço
Diria “nunca” se fosse ontem
E talvez o dissesse se amanhã fosse
Mas hoje te quero ao meu lado
Como a cruz que carrego por amar
Amor por amor, sem motivos e poréns.
E eu não quero, meu amor, a liberdade
Quero prender-me a ti
Como pássaro sem ninho
O destino e seus ventos
Terão pena de nós e nos unirá num só corpo
Seremos o sopro de um moinho
O tempo que voa pelos ares da vida
Quem somos nós? Seríamos dois em um
Ou um em dois? Quem somos nós?
Seríamos a escuridão de um dia claro
Ou claridade a faltar na visão?
Teu gosto está entranhado em meus lábios
E eles querem mais, meu amor
Querem o vinho de teu desejo e o sufoco
Após o beijo. Querem a repetição que não se cansa.
Querem dançar a mesma valsa
É tudo vida
E eu não quero, meu amor, a liberdade
Quero prender-me em tuas grades
Ser escrava de teu amor e refém de teu silêncio
Com orgulho anunciar-te minha rendição
E sermos um em dois
Dois em um
Claridade a faltar na visão.
[21.08.09]
domingo, 16 de agosto de 2009
Sem rimas
– Analice Alves
Contigo vai um pedaço de mim
E comigo fica tudo o que és:
o começo de tua vida e o fim
daquilo que não tivemos
da cabeça aos pés
Vais como nuvem passageira
Chuva de verão que nos refresca
e parte em busca de outras brisas
Vais como o fogo que nos aquece do frio
- brasa no chão
Contigo vai uma parte de mim
Comigo fica o teu todo
O completo abrigo do teu peito
Coração, corpo e alma
Lábios agitados de dor e prazer
Vais como viajante indeciso
Em busca de lugares e amores errantes
Parte como um navio sem destino
Um barco sem leme
Contigo vai a maior parte de mim
Comigo fica a tua vida inteira
Em mim o rio onde nadavas quando menino
Em ti o alívio pra dor que me mata
Vais como a gaivota perdida
A procura de outros ares
Vais com tudo o que é meu
E me deixa incompleta
- preenchida.
O grão de areia feito cisco em nossos olhos
A distância como pedra em nossos sapatos
Contigo vai tudo o que me formei
Em corpo e em mente
Em músculos e livros, palestras
E comprimidos
Comigo fica a essência do teu ser
O teu projeto de vida, a procura por
Outras marés.
Tudo aquilo que é teu e, por isso, é meu:
aquilo que somos.
Vais como vento breve
Chuva forte e abraço terno
Vais de mãos dadas com minha alma
A navegar por mares incertos
Tudo muda, meu amor
Veja o tempo que hoje faz
O vento que me congelava é combustível
a me levar ao teu cais.
Contigo vai um pedaço de mim
E comigo fica tudo o que és:
o começo de tua vida e o fim
daquilo que não tivemos
da cabeça aos pés
Vais como nuvem passageira
Chuva de verão que nos refresca
e parte em busca de outras brisas
Vais como o fogo que nos aquece do frio
- brasa no chão
Contigo vai uma parte de mim
Comigo fica o teu todo
O completo abrigo do teu peito
Coração, corpo e alma
Lábios agitados de dor e prazer
Vais como viajante indeciso
Em busca de lugares e amores errantes
Parte como um navio sem destino
Um barco sem leme
Contigo vai a maior parte de mim
Comigo fica a tua vida inteira
Em mim o rio onde nadavas quando menino
Em ti o alívio pra dor que me mata
Vais como a gaivota perdida
A procura de outros ares
Vais com tudo o que é meu
E me deixa incompleta
- preenchida.
O grão de areia feito cisco em nossos olhos
A distância como pedra em nossos sapatos
Contigo vai tudo o que me formei
Em corpo e em mente
Em músculos e livros, palestras
E comprimidos
Comigo fica a essência do teu ser
O teu projeto de vida, a procura por
Outras marés.
Tudo aquilo que é teu e, por isso, é meu:
aquilo que somos.
Vais como vento breve
Chuva forte e abraço terno
Vais de mãos dadas com minha alma
A navegar por mares incertos
Tudo muda, meu amor
Veja o tempo que hoje faz
O vento que me congelava é combustível
a me levar ao teu cais.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Amor eterno
– Analice Alves
Amor meu,
Se sigo o infinito que me deste
e no final não cheguei ao final,
tendo em vista ser o inexistente,
juro que me iludo com certas palavras
e choro pela ausência de um amor eterno.
Sinto que me queres, sim, sinto.
Mas muito mais amor e saudades guardo eu em meu peito aberto.
Quero teu cheiro, teu suor, tuas ironias.
Quero brigar contigo como almas íntimas que se ferem sem motivo.
Onde estás? Quando voltas? Não sentes pena de mim?
Sinto que no fim das contas tudo é ventania
e meu ponto final é mais exclamativo
do que teu nome pronunciado por minha boca a cada volta inesperada.
Se eu te amo? Perguntas tolas e óbvias
não têm vez em meus pensamentos.
Se perco meu tempo a te amar,
se perco meu vento a respirar teu cheiro
e se estas perdas pra mim são ganhos,
é claro, meu amor, eu te amo.
(30/07/2009)
Amor meu,
Se sigo o infinito que me deste
e no final não cheguei ao final,
tendo em vista ser o inexistente,
juro que me iludo com certas palavras
e choro pela ausência de um amor eterno.
Sinto que me queres, sim, sinto.
Mas muito mais amor e saudades guardo eu em meu peito aberto.
Quero teu cheiro, teu suor, tuas ironias.
Quero brigar contigo como almas íntimas que se ferem sem motivo.
Onde estás? Quando voltas? Não sentes pena de mim?
Sinto que no fim das contas tudo é ventania
e meu ponto final é mais exclamativo
do que teu nome pronunciado por minha boca a cada volta inesperada.
Se eu te amo? Perguntas tolas e óbvias
não têm vez em meus pensamentos.
Se perco meu tempo a te amar,
se perco meu vento a respirar teu cheiro
e se estas perdas pra mim são ganhos,
é claro, meu amor, eu te amo.
(30/07/2009)
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