quarta-feira, 25 de julho de 2007

Seja como for...



A gente sofre. Temos medo da tristeza, mas coitada! Ela não faz nada a não ser nos matar um pouco de desidratação por tanto chorar ou perder uma festa num sábado obscuro. A gente sofre mesmo por causa daquele sentimento que termina com r, mas não é verbo, tão bom e incrível que nos machuca por dentro. O amor transforma nossas vidas em noites vazias e em dias de sol. Ele é, antes de sentimento, uma contradição daquelas que não sabemos explicar, um paradigma usado por escritores e amantes a fim de venderem mais livros ou conquistarem mais corações. Enche o saco ver tanto filme água com açúcar, ler romances abobalhados, ouvir a tagarelice de uma portadora da paixonite aguda, mas isso acontece...O amor abala as estruturas, prejudica amizades, provoca tempestades e nós, pobres mortais, ah! Como gostamos de amar, como adoramos sofrer, somos masoquistas, suicidas, kamikazes, somos bobos da corte: Temos esperança...

(24/07/07)
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Ao som de Beatles - Julia
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segunda-feira, 23 de julho de 2007

"Do lugar onde estou já fui embora" Manoel de Barros

Teria chorado uma lágrima. O ser amado foi-se embora pra voltar em uma hora e até hoje não abriu a porta. Teria chorado, ao menos, uma lágrima. Nada disse, nada calou, nada fez. Amar, às vezes, é complicado sim. Não sabemos se devemos amar ou não, amar é sofrer, na maioria das vezes. A probabilidade de encontrarmos uma pessoa tão disposta quanto nós a ser feliz, é mínima. As pessoas pensam de modos diferentes e, por isso, querem viver de modos distintos. Abrimos mão de tantas coisas por causa desse sentimento tolo e necessário, nos armamos com instrumentos fracos e inúteis, deixamos de lado coisas que ainda nem conquistamos. Quando o amor vai embora, sabemos que não é pra sempre. Ele bate na porta todo dia, toda hora, basta prestarmos atenção na batida. Abrir o coração, talvez. Por isso, teria chorado, ao menos, uma lágrima. Não chorou...
Ao som de Live - Selling the Drama

sexta-feira, 20 de julho de 2007

É pra lá que eu vou...

Hoje vi um sol tão lindo, aberto e surreal da minha janela. Parecia imagem de filme, novela ou aqueles pensamentos produzidos por nossas mentes após a leitura de textos como esse. Era uma imagem provocante, dessas que olham pra você e dizem: Minha filha, o que você ainda está fazendo aí? Venha aqui fora me buscar! Venha atrás de mim, venha aquecer seu corpo frio e aflito!
Eu não fui e ainda não me arrependi. Demorei tanto pra captar a mensagem que quando dei-me conta, já era noite e a lua nada me dizia.
Às vezes, parece que o mundo não existe "apenas" para nos abrigar, para não nos deixar soltos pelo universo. Parece que ele foi feito pra nos chamar a atenção. O mundo de fora existe para nos fazer entender o mundo de dentro.

Ao som de Sad Professor - R.E.M

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Olá, blog solitário!

Fiquei quase um mês sem internet. Na verdade, no início senti falta, mas depois arrumei outras coisas pra fazer. Às vezes enche o saco ficar na internet sem nem saber o que se está fazendo. Quero que as minhas aulas comecem logo, quero conhecer o pessoal que será da minha turma, ver se eu vou realmente gostar da faculdade de Letras. Claro que é um curso que eu sempre quis fazer, mas sempre rola aquele medo de não se adaptar ou achar o curso diferente do que imaginávamos. Ainda mais eu que amo matérias e assuntos diferentes, que consegui ficar em dúvida entre Letras e Química. Mas, vamos lá! Só vivendo pra saber.

Outro dia, li uma matéria antiga do Rubem Fonseca dizendo que, antigamente, o sonho de um escritor era ser poeta. Isso porque o sonho de ser cineasta era impossível de realizar. Já hoje, é, digamos assim, mais fácil e comum para um escritor ser cineasta. Apesar de termos eventos maiores de poesia, são poucas as editoras interessadas em publicar livros de poesia. O público leitor ainda não aprendeu ou não se acostumou a ler poesia. Isso acaba fazendo com que esse público não compreenda os poemas. Essa é minha opinião. O que o Rubão quis dizer é que o sonho de um escritor antes era ser poeta e, hoje em dia, é ser cineasta. O cinema cresce a cada dia, assim como a prosa e a poesia, a diferença é que os filmes são mais populares, os estudantes e idosos pagam meia entrada, as pessoas podem ir com os amigos. Ao contrário de um livro. Cinema é entretenimento, literatura é solidão.

Até,


sábado, 30 de junho de 2007

Mais uma de amor

Eu só queria

Letra: Analice Alves
Música: Tom Siqueira


Eu só queria
Uma porta aberta
Uma linha menos reta
Uma vida de novela pra viver
Eu só queria
Uma palavra certa
Uma verdade descoberta
Uma janela escancarada pra te ver

Um segundo é muito pouco
Um minuto é muito tempo
É desperdício de existência sem te ter

Eu só queria
Um mundo menos morto
Um caminho menos torto
Menos lágrima no rosto pra secar
Eu só queria
Uma noite de alegria
Um sorriso de bom dia
Menos melancolia pra chorar

O mundo é tão pequeno
O universo é tão escuro
É desperdício de espaço pra morar
A vida passa rápido
Seu passo é apressado
Eu já mal consigo acompanhar

Eu só queria
O seu ombro amigo
Uma estrada sem perigo
Uma lágrima de amor a escorrer
Eu só queria
Terminar o que inicio
Concluir o que termino
Enxergar um outro modo de viver

A vida é coincidência
Daquelas planejadas
Com amor ou sem cuidado
Por mal ou bem
Realidade imaginária
Resultado de um ato
O começo e o durante de alguém

(24/06/07)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Necessários hábitos viciosos

Andei pensando nas minhas necessidades, nos meus hábitos e nos meus vícios. Sinceramente, demorei muito pra encaixar algumas coisas. Necessidade é tudo aquilo que a gente precisa pra viver, né? Então, creio que seja água, comida, ar, natureza, sais minerais, vitaminas, urinar, defecar...Hábito é a minha caminhada no calçadão, as minhas pedaladas pela cidade, ler três livros ao mesmo tempo, ver O aprendiz nas terças e quintas, comer um único brigadeiro após as duas únicas refeições que faço por dia, colocar a bateria do celular pra carregar, comer pizza ou pão de queijo nos finais de semana. Vício é música de Chico, coçar o nariz sem vontade, nescau congelado nos sábados de manhã, tocar violão no banheiro, falar sozinha, escrever, ler...
Vou pensar em mais outras coisas, prometo! Espero que dê pra manter esse blog desconhecido por algum tempo. Até parece...
Até,

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Começando o que não sei

Bom...Resolvi fazer um blog desconhecido só pra postar algumas coisas. Meu blog do blogger anda meio mal das pernas por isso, me adiantei em fazer um blogspot. Espero que tudo dê certo por aqui. Se não der também, tudo bem. Estou satisfeita do jeito que está.

"That sugarcane that tasted good
That's cinnamon, that's Hollywood
Come on, come on
No one can see you try"
(REM - Imitation of life)

Até,