Onde Deus Possa Me Ouvir
Vander Lee
Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Adeus...
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Longe é um lugar que não existe
Poema V - Analice Alves
Veja só que amor insano
Não sei se sou uma pobre carente
Ou se realmente te amo.
Veja só que amor insano
Não sei se sou uma pobre carente
Ou se realmente te amo.
Texto de Literatura (meu "trabalho")
Sem título - Analice Alves
Olhando para o fundo da xícara de chocolate quente, pensei em Sônia. Seria melhor se estivesse aqui, ao meu lado. Mas tentei me distrair, afinal, sofreria menos. Sentado num banco de praça, observei crianças. Na verdade, observei uma menina que me lembrou Beatriz. A menina balançava-se num velho balanço que sofria de ferrugem e provocava um barulho um tanto insuportável. Agüentei, porque me distraía com a menina. Alguém a chamou e ela saiu correndo, deixando o vestido arrastar no chão molhado de chuva e lama. O balanço continuou a balançar-se como se a menina estivesse ali, ainda. Meu chocolate acabou, mas mesmo a xícara vazia me fez lembrar Sônia. Lembrei da tarde em que a vi pela primeira vez, do sol que fazia e invadia seus olhos, os transformando em bolas de gude em focos de luz. Olhos que, graças a Beatriz, não entraram em extinção. Lembrei da nossa primeira noite, quando ela, emocionada, chorou de amor e dor, de realização, de emoção. E eu não sabia o que fazer até então, porque foi a partir deste ato que me apaixonei, que enxerguei aquela mulher como a única a partir dali. Quando me dei conta, meu peito estava molhado de suor e lágrima. Olhei para o relógio, mas não queria saber as horas e, muito menos, a data. Olhei por cacoete, olhei para não parecer um bobo olhando crianças e se emocionando com um balanço solitário. Durante muitos anos, senti vergonha de mim mesmo, das atitudes que não tomava, principalmente. Senti vergonha de amar tanto alguém a ponto de enlouquecer de amor. Tive medo. O cheiro de Beatriz ainda estava em minhas narinas, meus braços ainda tinham o formato de seu corpo miúdo, seus olhos, mesmo ainda pequenos, as transformavam na própria Sônia. Sônia era meu mundo, Beatriz era minha vida. Era a continuação da história que trilhei erroneamente, o produto de uma noite precedida ao amor. Um pássaro pousou em meu ombro e assustei-me. Ao vê-lo voar, arrependi-me de ter me alvoroçado, de tê-lo assustado mais do que ele a mim. Já era noite e ainda estava ali, a olhar o balanço já imóvel, as marcas dos pés da menina na lama, os grãos de chocolate em pó no fundo da minha xícara descartável. Meu relógio despertou, eu acordei assustado e fui correndo pra casa. Depois do pesadelo, não queria ficar um dia sem Sônia, não queria ficar um segundo sem minha linda Beatriz.
sábado, 11 de outubro de 2008
A água é sentimento
Ontem, finalmente, foi a apresentação do meu trabalho sobre o livro do Benedito Monteiro, O minossauro. Ralamos muito pra conseguir informações sobre o livro e o autor, pois ambos são super desconhecidos, até mesmo pelo público leitor e pelos estudantes e profissionais de Letras. Mas deu tudo certo, já que demos umas "viajadas" e essas viagens só têm a acrescentar na área da Literatura. "Quando viajamos, é porque entendemos a essência da obra".
Poema II - Analice Alves
Dormi com a certeza
De que te amo
Acordei com a esperança
De que fosse sonho
Poema III - Analice Alves
Odeio a desordem e o caos
O teu cabelo bagunçado
Mas se um dia, a Terra virar
De pernas pro ar
Pode ser que eu venha
A ficar do teu lado
terça-feira, 7 de outubro de 2008
o que qualquer dirá
Pode ser que, pela madrugada, eu te veja sorrindo. Um menino em meus braços, um garoto em meu colo. Uma criança sem nome. E se isso fosse uma realidade dentro do real, seria feliz como outra criança, desejaria estar a teu lado por todo sempre, seguiria teus passos mesmo sendo estes perdidos e afoitos. Pode ser que o sol tenha ódio de nós por nos trancarmos em nosso sonho durante o dia e esquecê-lo, por aparecer à noite em nossa sacada para admirarmos a lua. No entanto, nada disso me importa o bastante. Dou-te minha vida em troca de um beijo, compro briga com os astros e deuses, quero você, quero agora, quero pra sempre.Quero você em meus braços, meu menino, como um órfão de pai e mãe. Como um garoto sem credo com medo da vida. Como o rapaz que nunca vai crescer. Quero agora, quero pra sempre, quero você.
Por onde anda você * - Analice Alves
Eu só quero você aqui
Pra me dar a mão
Viver uma vida inventada
De amor, luz e paixão
Eu sei, eu tive medo
Não quis arriscar
Amor não é brinquedo
É coisa séria
Amar é arriscado demais
Pra mim, confesso
Eu só queria o teu abraço
Pra me confortar
E hoje já não vivo
Sem o teu olhar
Um vício que me leva a loucura
Sinto tua falta
Fico no escuro
Você não está
Eu juro que tentei
Fiz tudo
Menti, engoli meu orgulho
Fingi que eu estava feliz
Só pra não te fazer chorar
O retrato ficou de lembrança
O seu cheiro continua em mim
Sinto seu toque em meu corpo cansado
De tanto te procurar em vão
E agora me diz o que eu faço
Sem esperança não dá pra viver
Rodo o mundo, paro nas avenidas
Eu não te vejo, por onde anda você?
* outra música...
domingo, 28 de setembro de 2008
eterno flerte, adoro ver-te
Este Livro
Meu filho. Não é automatismo. Juro. É jazz
do coração. É prosa que dá prêmio. Um tea for two
total., tilintar de verdade que você seduz,
charmeur volante, pela pista, a toda.
Enfie a carapuça. E cante.
Puro açúcar branco e blue.
Ana Cristina Cesar
In:"Inéditos e dispersos"
Poesia inspirada no livro O minossauro de Benedito Monteiro.
Emanuel – Analice Alves
Óio a vida de relance
Mas só vejo a Amazônia
Só minha Manaus é que vejo
Meus zoio ficam perdidos
Feito zolhos de percevejo
Às veze me dá uma saudade
Daquelas águas da ribanceira
Donde tirava meus peixe
Donde mirava o terçado nas matita-pereira
Fico por aí arisco
Mesmo de barba nas fronte
Sinto medo danado de mata fechada
De corte na perna, de encanto do boto
De folga sem cachaça
Uns rapaz se chegam por acá
Achando que pode tomar conta do lugar
Falam de uma tal bacia hidrográfica
Um tal de governo que nunca ouvi falar
Só quero é saber das água
Das mata, dos peixe
Das manhã de inverno, em que as vazante é manhosa
Os dia que corre por conta das água
Não, senhor. Não tenho documento
Meu nome não quer ser escrito
Meu nome só se sabe de boca
Quer acreditar, acredite.
E eu morro de medo de sangue, sim senhor
Vermelho-puro, vermelho-sangue,
Vermelho-barra-de-nuvem, vermelho-preso-na-mata
Vermelho alaranjado.
E amarelo nos meus verde
É coisa ruim, é coisa que num gosto
Amarelo-laranja, amarelo-ouro, amarelo-sol
Amarelo-canário-verde
Verde-campo-deserto
Não, senhor. Não tenho medo de verde
Verde é coisa abençoada, coisa de Deus
Só o homi lá dos céu pra mim dar tamanha alegria
Uma benção, tamanho dever
Se o senhor insiste, meu nome é Emanuel
Dos Santos, muito prazer.
Meu filho. Não é automatismo. Juro. É jazz
do coração. É prosa que dá prêmio. Um tea for two
total., tilintar de verdade que você seduz,
charmeur volante, pela pista, a toda.
Enfie a carapuça. E cante.
Puro açúcar branco e blue.
Ana Cristina Cesar
In:"Inéditos e dispersos"
Poesia inspirada no livro O minossauro de Benedito Monteiro.
Emanuel – Analice Alves
Óio a vida de relance
Mas só vejo a Amazônia
Só minha Manaus é que vejo
Meus zoio ficam perdidos
Feito zolhos de percevejo
Às veze me dá uma saudade
Daquelas águas da ribanceira
Donde tirava meus peixe
Donde mirava o terçado nas matita-pereira
Fico por aí arisco
Mesmo de barba nas fronte
Sinto medo danado de mata fechada
De corte na perna, de encanto do boto
De folga sem cachaça
Uns rapaz se chegam por acá
Achando que pode tomar conta do lugar
Falam de uma tal bacia hidrográfica
Um tal de governo que nunca ouvi falar
Só quero é saber das água
Das mata, dos peixe
Das manhã de inverno, em que as vazante é manhosa
Os dia que corre por conta das água
Não, senhor. Não tenho documento
Meu nome não quer ser escrito
Meu nome só se sabe de boca
Quer acreditar, acredite.
E eu morro de medo de sangue, sim senhor
Vermelho-puro, vermelho-sangue,
Vermelho-barra-de-nuvem, vermelho-preso-na-mata
Vermelho alaranjado.
E amarelo nos meus verde
É coisa ruim, é coisa que num gosto
Amarelo-laranja, amarelo-ouro, amarelo-sol
Amarelo-canário-verde
Verde-campo-deserto
Não, senhor. Não tenho medo de verde
Verde é coisa abençoada, coisa de Deus
Só o homi lá dos céu pra mim dar tamanha alegria
Uma benção, tamanho dever
Se o senhor insiste, meu nome é Emanuel
Dos Santos, muito prazer.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Essa tal felicidade

A felicidade assustava. Era tão impactante e monstruosa que virava tristeza. A felicidade, essa tal senhora sem leis, invadiu seu peito a ponto de fazê-la perder o fôlego. Não sabia o que era aquele sentimento, aquela sensação de ser feliz pra sempre, de ter tudo em mãos, de sorrir sem motivo. A felicidade assustava. A realidade era tão surreal que se tornava mentira, a felicidade tornava-se tristeza. Desistiu de ser feliz, é muito difícil...
A leveza da felicidade – Analice Alves
Não sei se mereço
De fato, ser tão feliz
Mas queria, pelo menos, tentar.
Dê-me um pouco dessa felicidade
Ou um tiquinho da mais ordinária alegria
Que tenha em tuas mãos
Qualquer coisa é válida
Ajudará esse pobre ser
A descobrir o inexistente
Olho para o céu
Mas só vejo a lua
A caçoar de mim
Olha-me de cima a baixo
E sussurra em meu ouvido:
Desista! Se eu não sou, como podes tu?
Tantos homens me evocam
A chorar os amores perdidos
E eu impregnada estou de tanta tristeza
Se eu não sou feliz, como podes tu
Exigir tamanha euforia?
Desista! A felicidade não existe...
Não dei ouvidos, tranquei as janelas
Abaixei as cortinas e persianas
A lua que fique lá fora sozinha...
Mas encontrei um amigo
Que até me ensinou a sorrir
De um jeito bonito
Não que o sorriso fosse a própria felicidade
Esta senhora passa em nossos lares
Numa visita de médico, mas sorri simulando-a.
Aprendi a ser feliz. A sorrir feliz
O chato é que não tenho busca
Não sei o que procurar agora
Dizem que o sucesso da procura
Traz um vazio imenso
Mas o vazio traz a leveza
- E só com esta posso voar...
Não sei se mereço
De fato, ser tão feliz
Mas queria, pelo menos, tentar.
Dê-me um pouco dessa felicidade
Ou um tiquinho da mais ordinária alegria
Que tenha em tuas mãos
Qualquer coisa é válida
Ajudará esse pobre ser
A descobrir o inexistente
Olho para o céu
Mas só vejo a lua
A caçoar de mim
Olha-me de cima a baixo
E sussurra em meu ouvido:
Desista! Se eu não sou, como podes tu?
Tantos homens me evocam
A chorar os amores perdidos
E eu impregnada estou de tanta tristeza
Se eu não sou feliz, como podes tu
Exigir tamanha euforia?
Desista! A felicidade não existe...
Não dei ouvidos, tranquei as janelas
Abaixei as cortinas e persianas
A lua que fique lá fora sozinha...
Mas encontrei um amigo
Que até me ensinou a sorrir
De um jeito bonito
Não que o sorriso fosse a própria felicidade
Esta senhora passa em nossos lares
Numa visita de médico, mas sorri simulando-a.
Aprendi a ser feliz. A sorrir feliz
O chato é que não tenho busca
Não sei o que procurar agora
Dizem que o sucesso da procura
Traz um vazio imenso
Mas o vazio traz a leveza
- E só com esta posso voar...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
“E il naufragar m’è dolce in questo maré”
Um poema meu e um texto que ganhei de aniversário. Sim, Tom! Eu postei!
SE - Analice Alves
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
TALVEZ ARRANCARIA SORRISOS INDESEJÁVEIS
TRARIA MAIS FELICIDADE PROS SEUS DIAS CHATOS
SERIA MAIS QUE UM ALÍVIO IMEDIATO
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
ME ARRISCARIA.
EXIBIRIA A CORAGEMQUE NÃO É MINHA
EXIBIRIA O MALABARISMO QUE NÃO APRENDI
DEIXARIA OS MALABARES CAIREM NO CHÃO
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
DEIXARIA DE DIZER "EU TE AMO"
HOJE EM DIA ESSA FRASE É "BOM DIA"
LETRAS PERDIDAS NO ABISMO DE NÓS DOIS
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
ATÉ TENTARIA SER REBELDE
IGNORAR AS FRAQUEZAS E FINGIR
ERRAR MAIS E TE AMAR MENOS
- MAS ACONTECE QUE EU SOU COMUM
E O MEU AMOR É O MAIOR DOS MEUS ERROS.
Análises de Analice - Antonio Siqueira
Analice é dessas que quando passa sente-se o cheiro de lavanda Johnson e Johnson. É dessas que ouvimos a voz de longe mesmo falando baixo.
Analice é dessas que odeia telefone, mas atende com um alô convidativo que até quando ligam por engano se encantam com o encantamento da garota.
Analice é dessas com idade de mulher e corpo de menina. Uma menina que de tão pequenina flutua pelas calçadas feito bailarina.
Analice é dessas que ama a natureza, come brócolis, tomate e banana. Pediu uma polaroide com 9 anos de idade para registrar os cachorros de rua
Analice é dessas capazes de ler mais livros em uma semana do que eu em duas vidas. Tem ouvido bom para música, é fã de Chico
Analice é dessas que usa all star, fala bonito ( quando fala). Seguiu uma banda de rock, mas sempre amou o Fábio Junior.
Analice é dessas que entende com o olhar e com o coração. É a educação em forma de gente, é a cordialidade em pessoa.
Analice é dessas que ama o que faz, dessas que não bebe, porque já está no ponto. É botafoguense, aliás, seu único defeito!
SE - Analice Alves
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
TALVEZ ARRANCARIA SORRISOS INDESEJÁVEIS
TRARIA MAIS FELICIDADE PROS SEUS DIAS CHATOS
SERIA MAIS QUE UM ALÍVIO IMEDIATO
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
ME ARRISCARIA.
EXIBIRIA A CORAGEMQUE NÃO É MINHA
EXIBIRIA O MALABARISMO QUE NÃO APRENDI
DEIXARIA OS MALABARES CAIREM NO CHÃO
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
DEIXARIA DE DIZER "EU TE AMO"
HOJE EM DIA ESSA FRASE É "BOM DIA"
LETRAS PERDIDAS NO ABISMO DE NÓS DOIS
SE EU NÃO FOSSE TÃO COMUM
ATÉ TENTARIA SER REBELDE
IGNORAR AS FRAQUEZAS E FINGIR
ERRAR MAIS E TE AMAR MENOS
- MAS ACONTECE QUE EU SOU COMUM
E O MEU AMOR É O MAIOR DOS MEUS ERROS.
Análises de Analice - Antonio Siqueira
Analice é dessas que quando passa sente-se o cheiro de lavanda Johnson e Johnson. É dessas que ouvimos a voz de longe mesmo falando baixo.
Analice é dessas que odeia telefone, mas atende com um alô convidativo que até quando ligam por engano se encantam com o encantamento da garota.
Analice é dessas com idade de mulher e corpo de menina. Uma menina que de tão pequenina flutua pelas calçadas feito bailarina.
Analice é dessas que ama a natureza, come brócolis, tomate e banana. Pediu uma polaroide com 9 anos de idade para registrar os cachorros de rua
Analice é dessas capazes de ler mais livros em uma semana do que eu em duas vidas. Tem ouvido bom para música, é fã de Chico
Analice é dessas que usa all star, fala bonito ( quando fala). Seguiu uma banda de rock, mas sempre amou o Fábio Junior.
Analice é dessas que entende com o olhar e com o coração. É a educação em forma de gente, é a cordialidade em pessoa.
Analice é dessas que ama o que faz, dessas que não bebe, porque já está no ponto. É botafoguense, aliás, seu único defeito!
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